Passado é uma modelagem de lições e aprendizados que nos tornam o que somos hoje. Bem, com isso dá para concluir que o passado não diz quem nós somos, e sim que o passado é nosso criador. Sabendo disso, filosofando dessa maneira boba, não tenho pergunta alguma, aliás, eu sinto como se tivesse nascido denovo. Talvez como uma fênix, insisto em dizer ( só pra botar um clichê ) que possui um passado mas que se renova.
Eu não diria que me sinto como uma fênix. Eu só sinto que em muitos aspectos de minha vida tudo parece claro, como uma folha nova de papel para desenhar. Ou escrever. Procurando por entre os raffs um espacinho para um novo desenho, ou outra frase boba.
É como eu penso, uma vida como um caderninho de desenho. Você começa a aprender a desenhar. Mesmo que não se saia bem, com treino muita coisa pode ser aprendida, observada. Há também semrpe um espaço para que outras pessoas desenhem em seu caderno, faça você feliz ou não. Seja um comentário de alguém especial, seja alguém que faz questão de estragar um desenho maravilhoso q você estiver fazendo.
Existem tantos rascunhos, existem as páginas que são belíssimas e que você faz questão de deixar um espaço em branco em volta daquele desenho que você fez e quase nem acredita. Existem as folhas que foram rasgadas, as folhas que foram agressivamente rabiscadas, as frases filosóficas que mais tarde serão riscadas ou facilmente esquecidas.
O que foi feito no passado é um modelo. Um desenho malfeito descartado não é aprender, é esquecer. Faz sentido.
Existem pessoas que preferem pegar um caderno em branco, recomeçar, apagar tudo o que fizeram. Por opinião minha, prefiro deixar que as páginas erradas ou as manchas existam. Não há ultilidade de borracha. E assim continuarei desenhando em meu caderno, sem apagar, sem rasgar, até que em minha vida eu tenha aprendido o suficiente e fique satisfeito com as novas paisagens que sugirão. Perfeição, para mim, é apenas uma superação de limites. Cada um vê de uma forma.